O estudo utilizou uma combinação de cultivo celular ( medula óssea de ratos), análises bioquímicas e técnicas laboratoriais avançadas para investigar os efeitos do açaí na ativação das células relacionadas às alergias.
Embora várias frutas tropicais tenham sido testadas ( Acerola, Cajá, Goiaba, Graviola, Manga, Abacaxi e Tamarindo ) quanto à sua capacidade antioxidante, apenas o açaí mostrou ser eficaz em suprimir essa ativação, sugerindo que sua função não se deve apenas às capacidades antioxidantes, comuns entre essas frutas.
Imagine que o seu corpo é como uma grande cidade, e o sistema imunológico é a polícia dessa cidade, responsável por manter a ordem e proteger os cidadãos (as células do seu corpo) de invasores, como vírus e alérgenos (substâncias que podem causar alergias).
Agora, pense nos mastócitos — essas são células do sistema imunológico que funcionam como sentinelas. Quando eles detectam um invasor, eles acionam um alarme e começam a liberar substâncias químicas, como a histamina, que são como sirenes de polícia. Essa sirene faz com que o corpo reaja rapidamente, mas em algumas situações, essa resposta pode ser exagerada e causar desconforto, como coceira, inchaço, vermelhidão.
O açaí é como um agente da paz que chega à cidade. Os cientistas descobriram que o açaí pode ajudar a acalmar/inibir os mastócitos. Quando as células do sistema imunológico são tratadas com polpa de açaí antes de serem expostas aos alérgenos, elas não acionam o alarme tão intensamente. O açaí ajuda a manter as sirenes sob controle, evitando reações exageradas.
Além disso, o estudo mostrou que o açaí atua em algumas das “comunicações” internas das células. Ele ajuda a regular as mensagens que essas células trocam entre si quando estão sob ataque. Assim, enquanto as células ainda estão alertas para os invasores, elas não ficam em pânico e não liberam tantas substâncias químicas prejudiciais.
Em resumo, o açaí atua como aliado do sistema imunológico — ajudando a manter as coisas em equilíbrio. Minimizando processos alérgicos inflamatórios.
Veja o estudo completo aqui: